O amor nos tempos de chuva.
Publicado por joelrogerio em Novembro 17, 2006
Jardim da Penha, hora da Ave Maria, Sexta – 16 de janeiro.
Chove por toda a extensão aonde meu faceiro olhar chega e minha alma em sonhos alcança, como chovera ontem, anteontem e noutros dias deste pluviátil janeiro como o dos tempos do bíblico dilúvio do velho Noé com sua arca. A tevê mostra as calamidades em Vila Velha: gente juntando os trapos e correndo da enchente em desespero. No Soteco, até calango boiando as câmeras registram.
Chove e parece que pelo país inteiro, pelo mundo inteiro. A música do latino ecoa do “Apê” das “doidinhas de pedra”: “… Você é a coisa mais bonita que já me apareceu. Quero ter você em minha vida pra sempre eu vou querer. Esse teu jeitinho me fascina, me faz enlouquecer…”.
Não quero mais pensar nela. Lembrar-me do dia em que a conheci na porta do cursinho pré-vestibular Up, dia do começo do nosso affair. Como a música diz, o jeitinho dela me fez enlouquecer. Onde está ela agora? Será que pensa em mim? Sou capaz de enfrentar uma nuvem de mosquitos graúdos em Coqueiral para tê-la comigo. Que nada! Tenho o controle da situação! Não estou enamorado! E se ela for estudar engenharia em Viçosa? Com tanto gavião por lá… E se ela conhecer o Suela? Bom, com o Suela não rola nada porque ele gosta de meninas meio pretas ou meio brancas ou bem escurinhas, e ademais ela não vai querer um cara descarado como o Suelinha, que mal mal presta para tomar conta da churrasqueira. Acho que vou ter que tomar umas caipirinhas no bar do Alemão. Não, vou acabar arrumando confusão com aquele “Lemão” que é um “Burro Velho”. Acho que vou ligar pro Delmo Manso Guidoni ou pro Kiko Casoti ou pro Godão Brabeza. Tanto faz, é tudo farinha do mesmo saco. Não vou ligar não. De repente ela liga e dá ocupado. Vou tirar o telefone do gancho, só para me provar que não me importo com ela. Passo a mão na cabeça. Sinto um calombo na moleira. Um galo!? Não lembro de ter me machucado, talvez tenha sido na academia. Será? Porque este calombo? Estou no controle. Que onda! “Thurururu thururu não resisti tô afim.”

Abudhttp://www.tironanuca.blogspot.com disse
Hey Cara!
Valeu pelo link!
Vou correndo lá arrumar uns sequilhos para as visitas. Abraços.
Lena Casas Novashttp://blogdalenacasasnovas.blogspot.com/ disse
Já namorei muito na chuva, e confesso. Não tem coisa mais gostosa!