(Carlos Drummond de Andrade, em “NÃO SE MATE“).
Ana Carolina & Seu Jorge: É isso aí
Publicado por joelrogerio em Julho 31, 2006
Ana Carolina & Seu Jorge: É isso aí
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Publicado por joelrogerio em Julho 17, 2006
O Rio de Janeiro continua lindo. E hoje, um domingo nublado, está mais incontestavelmente bonito do que nunca. Vai ter mais um jogo no Maracanã. Ôpa, melhor, não será mais um jogo no Maracanã: É Flamengo e Vasco. As duas maiores torcidas – clubes de multidões Brasil afora. Um nascido elitista e que caiu nas graças da massa, o outro nascido no povo e continua o pendão de milhões. Rio não há igual: É o único lugar onde a Copa não acabou. Estes dois grandes rivais retornam, na quarta-feira, ao grande templo do futebol, para a primeira batalha da decisão da Copa do Brasil (para muitos dessas torcidas, o título para seu clube é mais importante que um hexa da seleção brasileira, que agora é a seleção de Cafu, Roberto Carlos e Parreira).
Mas há uma outra cidade, a umas 415 milhas daquele Corcovado com seu Cristo Redentor – não tão distante, se considerarmos a dimensão continental do Brasil – uma cidade que também ostenta o seu monumento de Cristo de braços abertos sobre um rio, um rio mansamente a deslizar as suas águas vindas das Minas Gerais. A graça da cidade? Colatina. Com o seu rio chamado Doce, que a soma em duas partes.
E daí? Não, não tem essa de e daí! O caso é que renasce nesta cidade de gente boa, um clube de futebol, que nas priscas eras de chumbo – diziam os mais velhos – tratava com esmero o “balão de couro”. A turma mais atenta que freqüenta o Gatão, e que bebe pra não perder o juízo, já deve ter visto um quadro em branco e preto
com a foto de um time de futebol de camisas listradas verticalmente, um tanto Botafogo, ou Atlético Mineiro, como queiram – pois este é o Clube Atlético Colatinense. E que hoje já não veste “shorts” tão apertadinhos como na foto.
O almoço fica pra mais tarde. O jogo está marcado para as dez e meia. É segunda divisão do campeonato capixaba, a torcida não se pode dar ao luxo de horário para comer. Convidei o meu irmão mais moço e a minha cunhada para irmos, eles são fanáticos por futebol, mas a Lívia tinha chegado há dois meses – um bebê muito tenro para freqüentar o municipal “Justiniano de Mello e Silva”, ainda mais que o Coutinho dizia na Difusora que uma nuvem passageira semeava uma chuva miúda pelo estádio, mas eles ficaram “piabando” de vontade. Lembrei-me do Lemão Luxinger, mas qual, este com seus modos questionáveis poderá me avexar. Recordo da última vez, em companhia dele, na torcida pelo CTE Colatina, do Edmílson Ratinho. Ele consumiu uma sacolinha inteira de amendoins torrados, arremessando na folga da bermuda dos torcedores sentados próximos – queria depositar o amendoim no cofrinho – dizia com jeito de moleque. Era um divertimento, mas nem todo mundo quer saber de brincar essa brincadeira do “cofrinho”. Mas quem tem irmão não atravessa ponte sozinho. Fui com o meu irmão mais velho, que não é tanto fã assim de futebol, mas é pau pra toda obra. Dois “legítimos” colatinenses, nascidos em Rio Bananal, a caminho, para se juntar a centenas, na torcida pelo time da cidade.
Ao colocar a vista no gramado, os times já estavam lá. Grená, era o uniforme do nosso adversário, o Sul América de Conceição da Barra. Bastou a pelota rolar para tomar gosto pelo jogo. O nosso time sabia jogar, fazia girar a bola e os alas subiam e tinham fôlego como o Cicinho e o Gilberto, para voltar e não tomar bola nas costas. Logo veio o primeiro, que na verdade foi meio sem querer, num cruzamento mais que bem sucedido. Lá estava a branquinha no barbante. Foi o que teve o primeiro tempo.
No tempo derradeiro estava por vir mais três. Seria certamente mais, se na regra do árbitro constasse pênaltis. No lance mais escancarado de penal, o Índio, com seus trinta e oito anos, recebeu um lançamento e se estampou pedalando cara-a-cara com o goleiro. Tomou um rapa do camisa número um, que levou até o meu irmão, que é um cara muito educado, a dizer cobras e lagartos do juiz.
Estava tão bom que a galera gritava olé, olé! Quando uma furtiva chuva, fina e oblíqua, começou a castigar a cara de toda gente no estádio, e já não se via aquela vistosa e remota montanha que fica no sentido da Vila Lenira, totalmente tomada de névoa – eis que percebo que as crianças cresceram – o rapaz, que entrara para o segundo tempo, era o filho do Fusquinha – ontem era um menino, e estava lá jogando fácil, fazendo magistralmente o terceiro gol e nos dando a expectativa de futuro craque. Agora já podia chover à vontade, tinha me vacinado mesmo contra a gripe.
É ótimo um domingo numa cidade boleira, mesmo que os nossos times não tenham Zidanes e Materazzis, não tenham um apelo de Vasco e Flamengo. Aqui a gente se encontra com a nossa gente e se abraça e se sorri e se sabe que logo o time estará na primeira divisão e que haverá um tempo em que o Colatinense também será um campeão de audiência. Não duvidem do que é capaz um time que ressuscita.
Alô, alô torcida do Clube Atlético Colatinense, aquele abraço!
Música: Cidade Negra- Onde você mora?
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Publicado por joelrogerio em Julho 9, 2006

Temere l’amore è temere la vita.- Bertrand Russel
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Publicado por joelrogerio em Julho 3, 2006
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Publicado por joelrogerio em Julho 3, 2006
Se você vê maravilhas
Num conto de fadas
Você pode agarrar o futuro
Até mesmo se você falhar
(Da música “I Have A Dream”, do inesquecível Grupo ABBA)
Poderia ser mais dolorido se perdêssemos para a Argentina.
Francês é quase sempre francês. O Zidane foi lá confortar o Zé Roberto, caído no gramado, desolado, ante ao Brasil eliminado. Vi nos jornais a forma elegante com que, após a Vitória, se referiam ao time dos brasileiros. Lílian Thuran disse que “mesmo perdendo o Brasil é melhor”.
A civilidade francesa fez-me recordar, por contradição, de
um fato histórico. Durante a ocupação nazista a parte da União Soviética, quando os jogadores do Dínamo de Kiev foram presos e forçados a trabalhar numa fábrica de pães. Dentro do que era possível, jogavam um futebolzinho. Os soldados alemães, vendo a habilidade com que os Ucranianos tratavam a bola, resolveram desafiá-los. Perderam cinco partidas seguidas de goleadas e, tomados por sentimento de superioridade, pediram uma sexta partida como revanche. Fizeram uma seleção com os melhores jogares que puderam. No intervalo desse jogo, quando os cativos perdiam por dois a um, um soldado alemão ameaçou que se o time do III Reich perdesse, os Ucranianos iriam para o paredão. O placar final foi cinco a dois para o time de Kiev e um fuzilamento coletivo de um time que além de jogar um belo futebol, fazia pães.Concateno esse relato, com um assunto que a imprensa não deu muita bola: o racismo impingido ao time do
“Zizou”. A ultra-direita francesa, liderada por Jean-Marie Le Pen, diz haver negro demais na seleção e que o povo não se identificava com aquele time. O negro Lilian Thuram rebateu.Aquele manifesto contra o racismo, lido pelo capitão da equipe brasileira, Cafu, e pelo capitão e mágico Zinedine Zidane, da equipe francesa, tinha endereço certo.
No Brasil, o racismo se guarda, é velado, tem vergonha de mostrar-se. Na França ele tem braços e mãos na forma de organização política. Aquele gol do Henry, ao menos momentaneamente, amputou a língua afiada da besta fera, que nunca quer calar.
Existem mais coisas em certas partidas de futebol do que a nossa “não vã paixão” possa alcançar.
É por isso que depois do caso passado, vendo além das quatro linhas, resigno-me.
Só lamento que a ressaca moral do jogo e algumas cervejas a mais tenha me desfalcado de um bom papo com um grande amigo que veio da “capitar”
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Publicado por joelrogerio em Julho 2, 2006
Quem se apaixona por si mesmo não tem rivais. (Benjamin Franklin)
O cara chegou espavorido. Ordenou-me que pegasse o telefone e ligasse pra ela. Liga que vou ouvir a conversa pela extensão – disse. Não combinava com ele aquele negócio de chegar lá em casa antes do café da manhã, dando ordens. Não era do seu feitio. Disse a ele que não ligaria nem que a vaca tossisse! E que era pra ele ter vergonha na cara – Ouvir conversas de foro íntimo dos outros, clandestinamente, dava cadeia. Pode deixar – disse ele – que você não irá pro inferno por causa dessa ligação. O pecado será só meu. Respondi-o: Você morre de amor e agora vem me assombrar? Não viaja! Sai de retro!
Há algum tempo o Jef estava amarradão na Cristal. Eles se conheram no trabalho. Se conversaram muitas vezes, foi chegando a amizade, depois a intimidade, mudaram os olhares e daí a mágica boa.
Eu não teria nada com isso, se não fosse ele. Ele teve a idéia. Já que se mudaria para uma cidade tão distante, para a árdua e grandiosa missão de virar doutor, assim, não poderia embarcar a moça nesse sonho. Não havia lugar para dois nessa barca. E também não a faria esperar tanto tempo, pois ele mesmo já havia sido traído por seu coração. Sabia que seu coração era vadio. Melhor que ela tomasse o próprio rumo. Foi assim que o Jef, na praça da igreja, numa tarde cinzenta, propícia para encerrar romances, disse a Cristal que as circunstâncias os separariam. E por prova de seu amor, sugeriu-a que se fosse ficar com alguém, que escolhesse quem fosse a tratar como uma princesa que era. O “Meninão Autoridade” por exemplo – disse – é bom menino e um bom partido. (Só se fosse partido ao meio e lá pelas bandas de *Guaporé!). Me sugeriu também. Falou que apesar do meu jeitão de brabo e durão, eu tinha coração lá dentro e que nem precisaria de muita lenha para derreter!
Há fatos que ocorrem comigo e com muita gente. O mundo não tem tantos segredos como pode parecer. Pois depois da dita sugestão, encontrei a morena em toda lugar. Até que um dia a encontrei numa festa e pudemos ter uma conversa mais demorada. Disse a ela que me desse a mão e que saíssemos e esquecêssemos o que já sofremos. Era hora de ver o sol. Senti-me o tal, especial, sem igual, um cara de simpatia sincera, um Giovany dos Biase ( saúde e vida longa aos Biase).
A partir de então meus sonhos ficaram claros. Claros e não comuns. Foi nessa ocasião que sonhei que disputava uma animada “pelada”, num campo ao lado de um jardim de infância. Os amigos jogavam comigo. Só que todos éramos cachorros. Havia um cachorro vira-latas e um pouquinho gordo, que latia grosso e queria mandar na pelada, era o Kito Barbieri. Outro cachorro era um cão policial, que depois identifiquei sendo o Meninão. Um cão Playboy e um outro um tanto velho e rabugento que achava ridículo “ um monte de cachorro atrás de uma bola, com tantas cachorras dando bola por aí”. A dona da cachorrada era a Cristal que chegou com uma tigela de ração para o lanche. O cão policial latiu dizendo que não era para comermos, pois a megera colocara um produto que nos castraria. Como ela entendia a linguagem dos cães, disse: que isso!? Olhem, vou colocar um molhinho que vocês adoram, e assim encharcou a ração com bohemia. Não sobrou nada! Só um cãozinho pastor da universal, Ruan, que disse estar de dieta e não comeria mesmo! Que neste verão seria o cão mais saradinho do bairro Honório Fraga. Vou ser mais lindo que meu primo Shayan, que o Arruda e que Buá – disse ele com olhar dengoso!
Eu não sei bem o que o sonho quis dizer, mas fora um presságio. Dois dias depois chegou aos ouvidos do Jef, por um primo seu, o Camilo, que eu estaria vivendo um tórrido romance com Cristal. E por isso que ele queria que eu ligasse para ela para saber se ela dizia para mim as coisas bonitas que dizia para ele.
Quem não sabe brincar que não brinque. Pois a Cristal não sabe brincar, o Jef não sabe brincar e o Camilo muito menos. Pois só foi eu dar as costas para o Camilo “carregar a Cristal”. E até foram juntos passar um carnaval”.
Hoje o Jef é doutor e tem uma namoradinha que é um luxo e virá passar o natal em Colatina, mas avisou que não trará a namorada. O Camilo está só e fez reflexos nos cabelos e ainda acha que sua cabeça não está bem adornada e o banco do meu carro está vago… Dizem que Cristal virou rainha de carnaval!
Audição: Danni Carlos – Kiss Me
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Publicado por joelrogerio em Julho 1, 2006
“Mexerica poncã, meia dúzia por um real!” Gritava pelos auto-falantes do carro, o vendedor, com uma música gospel ao fundo, numa rua próxima. Durma com um barulho desses. Ainda na modorra, procuro o controle da tevê. Tenho que fazer um sacrifício para o momento: esticar o braço. Está caído ao pé da cama. No canal onde ontem à noite eu via os comentaristas com cara de tacho, que antes criticavam ferrenhamente o “Ronaldo Gordo”, agora vocifera um pastor evangélico a vender um “cedê” e um “devedê” – “as nossas crianças estão sendo violentadas com livros e filmes de bruxaria” – dizia ele – “os comunistas diziam que se destruíssem as crianças, conquistariam a nação” – continuava na sua argumentação, para vender o produto. Pensei, “está bom, eu compro” e desliguei.
Faz um friozinho, na manhã que ainda não vi a cor. Não me levanto para este outro dia. Embrulhado no edredon vem-me, como um inventário, as reminiscências da sexta-feira. Já faz um dia que quando misturava o leite ao café, minha mãe conta que morreu o pai da Regina. Regina do Osvaldinho? Pergunto eu. Não a Regina… Era o pai do Geraldo, que é irmão da Regina, e o Geraldo é amigo meu. Padecia há algum tempo da próstata, mas morreu de ataque cardíaco. E fez a passagem logo após o seu habitual leite com café – do qual ele também era adepto.
Vamos lá dar as condolências à família, Dona Velina? ( às vezes chamo assim a minha mãe – falo pra ela que é para não dar muita intimidade!). A senhora conhecia o falecido? Ela diz que sim, e desde quando o Geraldo, a Regina e você eram ainda crianças, desde quando viemos pra Colatina. A Socorro que estava lá em casa resolveu que também iria.
A cada um da família enlutada, ao abraço, dizia que Deus lhes daria conforto. Era o que se podia dizer. Afinal, Deus, invenção ou não do homem, era de muita serventia nessas horas. Dediquei uma prosa maior ao Geraldo, falamos do falecimento da mulher do Seu Totó, amigo nosso do trabalho, ocorrido no dia anterior. Lembrei a ele que o Totó estava carregado de uma dor enorme, ele amava a mulher e ficava bem à vontade para alardear isso. Pôxa vida, quarenta anos e já tinha quatro netos, mas muito nova pra morrer. Mas não há idade pra morrer, não é mesmo? Ele concordou com o óbvio.
De lá Dona Velina e a Socorro foram para casa de uma conhecida. E eu quase direto pra casa, mudei o trajeto. Passei na estreita e simpática rua do Zezinho do Martelo, vi-o com seu bigode afiado. Acenei e ele me perguntou se estava tudo bem lá em casa, disse que sim e obrigado. Deu para ouvir a Nina, filha do Martelo, dizer à mãe “nossa que homão ‘bunito’ ele tá!” Então fiquei menos triste. Ouvi, certas vezes, uma canção que dizia que “viver é foda e morrer é difícil”. A música diz também que viver é uma necessidade e eu digo que tem também umas coisas bacanas…
Cheguei em casa cansando. Precisava voltar à velha e boa academia. Nem um quilômetro e uma subida de cem metros e já arfava. Ouvi a vizinha do lado a cantarolar
(…)
À noite quando me preparava para dormir, ao ver o talão de cheques que, incautamente deixei sobre a cabeceira da cama, tinha uma inscrição bem garrafal na capa: “dorme com os anjos, mas sonhe comigo!” Era coisa da Socorro. Para essa tenho que pedir socorro, não pela falta de beleza ou formosura (que no caso poderia), é que ela vive num mundo a léguas da minha idiossincrasia. E imaginar que a dita já foi uma freirinha!
Ao menos me senti na seleção desses moços, tipo o Giovany “dos Biase”; O Meninão do Guaporé; o Kiko, “belo bancário” Casoti; um Cristiano Ronaldo; um David beckham! Esses que fazem suspirar a torcida feminina. Assim daria para pegar peixe grande. Ah moleque!
Hora de acordar, certamente hoje será um outro dia.
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Publicado por joelrogerio em Julho 1, 2006
A festa continua…
Quinta-feira, Junho 29, 2006
Zagallo, o outro fenômeno.
O presente é tão grande, não nos afastemos,
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
(Carlos Drummond Andrade, em “Mãos Dadas”)
É possível mesmo que as lágrimas vieram junto à recordação da plausível possibilidade de não mais estar vivo, nesta copa do mundo. Havia convalescido, parecia “murchado”. Meses antes, hiperbolicamente falando, era “pele e osso”. Pouco lembrava aquele homem que vigorosamente, diante das câmeras de tevê, dizia “vocês vão ter que me engolir, vocês vão ter que me engolir.”
No jogo contra a Croácia, ao final, ele,
inveterado colecionador de camisas de seleções, tateava diante de um jovem jogador croata, com a camisa oito do Kaká, tentando trocá-la. Por falta de atenção ou por falta de sensibilidade e respeito a um senhor, o atleta croata o ignorou e perdeu a chance de uma grande honraria, que dificilmente a vida lhe ofertará novamente. Pôxa vida, desprezo a um velhinho!Como
“Dom Ronaldo”, ele é desses que pra eles, estão sempre rolando os dados. Ele é fenomenal. Não é que o velho Lobo me aparece agora na “ponta dos cascos”, cheio da “resenha”, dizendo que a partida contra a França não será a revanche de 98. Revanche é dentro da mesma competição, e que na copa de 58, com ele no time o canarinho, bateu os franceses por 5 a 2. E o danado me emocionou, dizendo que a única coisa certa é que o Brasil é o único que poderá ser hexa, gente. Ergueu a mão, destacando três dedos e dizia “só faltam três gente, só faltam três, com a boca bem grande, vamos chegar lá!”Eu é que não duvido. O velho é um elixir de motivação. É um fenômeno. E é a melhor coisa pra se engolir nestes tempos.
Que venham os azuis!
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